2ª edição do Festival Literário Internacional do Interior - FLII Palavras de Fogo - em homenagem às vítimas dos incêndios florestais

A Arte-Via Cooperativa, sediada na Lousã, lança a 2ª edição do Festival Literário Internacional do Interior, ao cumprir 20 anos da sua existência sob a égide dos 30 anos da Queda do Muro de Berlim, em homenagem às vítimas dos fogos florestais. Este festival tem como patrono a Presidência da República, e a CCDRC, Universidade de Coimbra, Secretaria de Estado para o Desenvolvimento do Interior, Delegação Regional da Cultura do Centro, RBE e a Fundação José Saramago como parceiros associados.

Trata-se de um evento intermunicipal, daí o seu caráter inovador, que decorrerá em doze concelhos da região afetados pelos fogos, e pretende levar os livros e os escritores aos sítios mais inusitados e imprevisíveis, como fábricas, campos, praias, igrejas, mercados, romarias locais onde as pessoas trabalham, convivem, ou seja, os livros vão ao encontro dos públicos porque também eles têm saudades.

Dedicado a José Saramago, Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena, e aos 30 anos da queda do Muro de Berlim, com o tema transversal “A arte e a cultura como reanimadores de uma região e de um povo”, este festival congrega os municípios de Pedrogão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Penela, Arganil, Tábua, Ansião, Alvaiázere, S. Pedro do Sul e a Fundação ADFP de Miranda do Corvo, as bibliotecas municipais e redes de bibliotecas escolares serão cruciais na organização do FLII - Palavras de Fogo.

A decorrer entre 14 e 17 de junho de 2019, o FLII - Palavras de Fogo - pretende envolver todos os agentes de desenvolvimento de todos os concelhos participantes, todos os talentos locais, em todas as ações a realizar em simultâneo: ações de formação, concursos, palestras, workshops, leituras, feiras do livro, espetáculos, multimédia, performances, instalações, exposições, para e com todos os públicos de todas as faixas etárias. Conta com cerca de 30 escritores convidados, entre portugueses e estrangeiros: Afonso Cruz, Gonçalo M. Tavares, Inês Fonseca Santos, Filipa Leal, Ana Paula Arnaut, Pedro Chagas Freitas, Danuta, Patrícia Portela, Joel Neto, Eunice Lourenço, Leonor Menezes, João Rasteiro, Edgar Valles, José Alberto Carvalho, Ricardo Mota, Mário Zambujal, Fernando Aguiar, Ana Filomena Amaral, André de Toledo Sader, Brasil, Júlio Silveira - Brasil, Julia Wong - Perú, Asiya Zahoor - Caxemira, Jan Carson - Irlanda do Norte, Zahra El Hasnaoui Ahmed - Sahara Ocidental, Maya Abu Alhayat - Palestina, Eun Hee-Kyung - Coreia, Ana Miranda - USA, Karla Suarez- Cuba, Andréa del Fuego - Brasil, Hélder Beja - Macau.

O conceito subjacente a este festival é o de uma realização sinérgica, catalisando os recursos dos municípios e outras instituições integrantes do consórcio, rentabilizando e potenciando o melhor que cada um possui, num esforço conjunto de superar as adversidades e, em nome da palavra regeneradora, onde houver pessoas haverá livros. Eles estarão nos sítios mais inesperadas, à mão de quem os quiser ler, os escritores portugueses e estrangeiros irão aos locais mais surpreendentes, os livros e as palavras farão novamente renascer a cor por entre o negrume.

Nesta edição será atribuído o prémio literário FLII - Palavras de Fogo, para originais de autores até os 35 anos, de 7500 euros assumido pelo Ministério da Cultura, através da Direção Regional de Cultura do Centro, e durante o mês de junho haverá uma residência literária, tal como ficou previsto no lançamento do FLII- Palavras de Fogo.

Este festival conta já com a parceria de vários congéneres internacionais: Fraktura, Croácia, FliPoços, Brasil, Galway Literary Festival, Irlanda, Vilenica International Literary Festival, Eslovénia, Mundo do Sal, Book Worm, China, Moscow International Book Fair, Rússia, Goa Arts & Literature Festival, Índia, Festival de poesía en Chepén Chepén do Perú, entre outros.

“Tomemos então, nós, cidadãos comuns, a palavra e a iniciativa. Com a mesma veemência e a mesma força com que reivindicarmos os nossos direitos, reivindiquemos também o dever dos nossos deveres. Talvez o mundo possa começar a tornar-se um pouco melhor.”

José Saramago

Lousã, 4 de abril de 2019

www.arte-via.org

www.litfestwordsoffire.com

www.literaryfestivals.eu